Semana 5: Ilha de Rangitoto, comida japonesa e pão de queijo

29/11/2013 19:19

E segunda pela primeira vez tirei da mala minha roupa de academia e estava pronta pra escalar maaaaaais um dos 50 vulcões de Auckland!! Fomos com a escola, umas 4 turmas juntas, incluindo a minha e a do Hans. Nos encontramos no ferry e partimos em direção a ilha de Rangitoto ($ 22,50 ida e volta). O dia estava bem bonito. Chegando lá os professores estavam com um pote de filtro de solar de 3 litros (JURO) disponibilizando pra galera. Eles avisaram que o último ferry saía às 15:30 e se perdêssemos esse ferry teríamos que dormir na ilha, então ficou marcado 15h no cais de Rangitoto. E assim começamos a trilha.

 

 

Tem vários caminhos pra chegar ao topo, por isso todo mundo se dispersou. No começo eu estava indo pelo mesmo caminho de um dos professores da escola que eu não conhecia. Ele é daqui, começou a conversar com a gente e não parava de falar e perguntar sobre a gente. Foi muito bom o bate-papo, mas chegou uma hora que eu não tinha mais forças suficientes pra falar e escalar o vulcão ao mesmo tempo. Acabou que o professor escolheu um determinado caminho e a gente escolheu outro. A trilha não é muito íngreme, mas tem muitas pedras, tem que caminhar com atenção pra não tropeçar e cair (coisa bem provável de acontecer comigo). Depois de vááários minutos andando chegamos em umas cavernas loucas. Entramos em algumas delas, mesmo sendo bem estreito, iluminando o caminho pelo celular.

 

 

Depois continuamos subindo e chegamos numa área plana com vários toquinhos de madeira no chão. O topo estava há 20 minutos de subida, mas eu não tinha mais forças pra subir. Já estava com falta de ar (eu sei, sou a moleza em pessoa rs). Pedi pros meninos pra gente parar ali pra almoçar e descansar um pouco. Tiramos nossos sanduiches das mochilas, sentamos nos toquinhos e ficamos ali por uma meia hora relaxando.

 

 

Com as energias recarregadas fomos ao topo. Onde era a cratera do vulcão, agora você pode ver a reserva que se tornou. Muito massa! A vista lá de cima é muito linda (pra variar). Tiramos fotos, curtimos o momento, conversamos com nossos professores.. Na hora de voltar escolhemos o caminho mais curto. Eu estava um caco! Chegamos morrendo de calor, doidos pra tomar um mergulho naquele marzão azul lindo! Mas não achamos algum lugar em que pudéssemos entrar na água, onde estávamos era cheio de rochas e pedras na beirada. Depois descobrimos que se a gente tivesse andado mais uns 20 minutos teríamos achado uma prainha pra poder mergulhar.

 

(A cratera do vulcão hoje)

 

(A vista do topo)

 

E foi isso, eu estava tão cansada quando cheguei ao cais que dei uma deitadinha num cantinho e dormi por uns 20 minutos, juro! Quando acordei vi um papel na minha frente, era o relatório da minha professora com minhas notas do teste. A minha nota de gramática não foi boa, tinha um asterisco com um comentário da professora: a aluna está nesse nível somente há 1 semana. Todo o restante (listening, speaking, writing, reading) eu fui bem, valendo 12 tirei acima de 10 em todos os quesitos. Fui lá conversar com a professora. Ela disse que não era pra me preocupar com a nota de gramática, porque eu não tinha visto várias coisas que caíram no teste, e que eu era uma boa aluna e estava indo muito bem. Resumindo: eu tinha passado para o outro nível. A partir da outra semana eu iria pro nível 6B (como se fosse o avançado 2), com a mesma turma e outro professor. É o último nível, depois desse ninguém sabe o que vai acontecer. Acho que a gente continua no 6B pra sempre aprendendo coisas novas. Até hoje eu não acho que eu devia estar nesse nível. Eu falo, de longe, bem pior que o resto da sala. Mas eu estou gostando, estudando bastante, me esforçando. E o professor novo é muito bom, é o que fala mais rápido de todos que eu tive até agora. E se eu conseguir entender ele, acho que vou conseguir entender qualquer um falando hehehe. Agora é continuar fazendo a minha parte e estudar!

 

Na terça-feira recebi o convite das minhas amigas japonesas pra ir a um restaurante japonês. Eu estava com receio, nunca tinha comido peixe cru antes e com certeza iria estranhar. Pedimos um saquê pra abrir o apetite, que eu tomei em pequenos e lentos golinhos, porque achei muito estranho, rs. Meu copinho deve ter durado mais de 1 hora na minha mão. Tive uma surpresa muito boa em relação a comida japonesa: não é só peixe cru!!!!!! Pra falar a verdade, a única coisa crua que eu comi foi sushi, todo o resto era assado ou frito. Os pratos vinham em porções pequenas, que custavam em torno de 5 dólares cada. Pedimos várias coisas durante a noite, já que estávamos em uma boa quantidade de pessoa, então deu pra experimentar várias coisas diferentes. Os pratos que eu mais gostei foram uma torta (não sei se era de lula ou polvo) e um franguinho crocante. E o que eu menos gostei foi um noodle ao curry. O sushi ficou no meio da história. Não achei nada de especial (achei o arroz salgado demais rs). Elas tentaram me ensinar a usar hashi, aqueles palitinhos japoneses. Mas eu apanhei demais. Quando achava o jeito certo era uma alegria. Mas se eu mudasse um dedo de lugar eu ficava meia hora pra achar a posição certa de novo. Precisei de um garfo, claro, pra me ajudar durante a noite. Aqui vai o nome de tudo que eu comi (já não sei qual é qual): sushi, yakitori, karaage, okonomiyaki, yakisoba, curry udon, ebikatsu, takoyaki. Saindo do restaurante fomos dar uma volta no porto, mas estava ventando DEMAIS, um frio insuportável. Demos uma passada no pub que Naila e Vinicius estavam, fomos no mc donalds tomar um sorvetinho de $ 0,70 e fomos pra casa.

 

 

Quarta-feira eu senti uma dor de cabeça absurda na escola (não gente, não foi por causa do saquê). Começou do nada, não conseguia prestar atenção na aula. Falei para o professor que não tinha como me concentrar daquela maneira e ele me deixou ir embora. Depois de tomar um remédio e dormir pesado, acordei e dei a sorte de conseguir falar com meus pais no skype. Pelo menos a dor de cabeça serviu pra alguma coisa. Melhorei, descansei, e saí pra encontrar meus amigos no pub à noite.

 

Durante a semana algumas pessoas vieram olhar meu apartamento. Eu ainda aguardava achar alguém pra ficar no meu lugar, de forma que eu pudesse mudar para o apartamento da Laura. As pessoas gostavam, mas ninguém confirmava imediatamente, claro. Mas na quinta-feira a flatmate da Laura começou a me pressionar. Se eu realmente fosse mudar eu teria que pagar o aluguel da próxima semana de garantia, porque tinha uma italiana muito interessada em morar lá e só esperando a minha resposta. Eu não tinha como pagar esse aluguel sem ter achado alguém pro meu lugar na casa dos árabes, senão eu correria o risco de pagar dois alugueis. Então decidi ficar onde eu estava. Agradeci à Laura, pedi desculpas à sua flatmate e deixei a italiana entrar lá no meu lugar. Tive que pedir para o árabe retirar o anúncio no site e disse que ia ficar lá de vez. Também pedi desculpas a ele por toda essa minha confusão. Agora é definitivo. As meninas do apartamento então me explicaram os esquemas da casa de limpeza e tudo mais.

 

(Novo lar: esse primeiro prédio)

 

Quinta-feira eu vi um panfleto na escola em português que me chamou a atenção: “Saudade do pão de queijo do Brasil? Venha comer em tal lugar!” Aquilo me deixou com água na boca. Comecei a falar de pão de queijo pra todo mundo da escola, que a gente tinha que ir, que era muito bom, etc, etc, etc... Fomos em umas 5 pessoas ao café que vendia. 6 pães pequenininhos (ou 3 médios ) por 5 dólares. E eles vendem o pacote congelado também: 15 dólares!!!!! (Não, não estou com tanta saudade assim). Pedimos uma porção de 6, só para experimentar. A galera se amarrou. Não deu tempo de tirar foto, estava muito suculento. Depois algumas pessoas foram embora e sobramos somente eu e Susane. A Susane é uma alemã por volta de 50 anos que entrou na escola há pouco tempo. Ela entrou na minha turma (agora está em outra) e no seu primeiro dia eu fiz bastante companhia a ela. Ela tem uma pronúncia muito boa, mas tem o vocabulário tão limitado quanto o meu. A gente se deu muito bem, mesmo com a diferença de idade. Gosto muito de conversar com ela. Ficamos um bom tempo lá no café papeando, falei muito da minha família, da viagem que eles fizeram pra Europa. Mostrei as fotos de todas as cidades da Alemanha que eles visitaram. Enfim, foi uma boa tarde.

 

De lá a Susane foi embora e eu fui pro Brooklin, um pub, encontrar com a professora Amy. Era uma daquelas quintas-feiras que uma professora da escola passa a tardezinha num pub com os alunos pra conversar e treinar o inglês. Dessa vez estávamos só eu, Hans, a professora e duas russas. Eu particularmente prefiro quando vai menos gente, que assim eu falo mais. E mais uma vez foi muito agradável. A Amy é uma fofa e o papo com as russas foi muito bom.

 

Na sexta-feira depois da aula fiquei em casa e passei a tarde toda vendo vídeos do The Voice Brasil hahahaha. Mas quando todo mundo está em casa a internet fica muito lenta, então às vezes dou sorte de ver vários vídeos de vez, às vezes somente 1 ou 2. Sinto falta de poder assistir no volume máximo no sofá maravilhoso lá de casa, espremida entre meu pai, minha mãe e Laís, com aquela bacia enorme de pipoca no colo. Mas faz parte! As amigas japonesas me chamaram pra sair na sexta à noite, mas decidi ficar em casa e poupar dinheiro, já que no sábado seria a comemoração do meu aniversário. E a história da festa fica pra outro post =)

Comentários

Saudades.

Data: 29/11/2013 | De: Ronaldo

Estou com muita saudade.